Coisas que só o Tricolor do estreito faz por você!


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O Zunino subiu

Existe um Avaí antes e outro depois de Zunino
Reprodução / Avaí FC
Depois de alguns anos lutando contra um câncer, o ex-presidente João Nilson Zunino morreu na noite de ontem.
Dentre muitos erros e acertos, Zunino foi um dos melhores presidentes da história avaiana. Além de reestruturar completamente o patrimônio do Avaí, aumentando e modernizando a Ressacada e o Centro de Formação de Atletas (CFA), subiu pra Série A em 2008, foi o responsável pela melhor campanha de um clube catarinense na elite do futebol nacional quando chegamos em sexto lugar em 2009 e esteve à frente da melhor campanha de um clube do estado em uma competição internacional, quando avançamos até a quarta fase da Copa Sul Americana de 2010.
Em outubro de 2009 eu tive a oportunidade única de bater um papo descontraído com o presidente durante algumas horas. Em parceria com o Rogério Cavallazzi e o Esteves Júnior, fizemos o programa BlueCast (um podcast que no momento está em standby e que contava com transmissão ao vivo e participação direta do público) e neste, o presidente contou várias passagens do dia-a-dia à frente do maior clube de Santa Catarina. Para matar a saudade, as três partes do programa estão disponíveis: parte 1, parte 2 e parte 3.

Fábio Trierveiler, João Nilson Zunino, Esteves Júnior e Rogério Cavallazzi na edição 7 do BlueCast
Arte e foto: Esteves Junior
O presidente era um cara simples: como costumávamos fazer sempre após os Bluecasts, eu, o Esteves e o Rogério pedíamos comida e aproveitávamos para compartilhar nossas impressões do programa realizado e já com ideias para o próximo. Naquela edição, quando o presidente chegou ao nosso "estúdio", perguntamos se ele queria jantar conosco e ele, muito educado, falou que havia acabado de chegar de viagem e em tom de brincadeira, disse que teria que jantar com sua esposa, senão haveria briga e por isso recusou. Mas ao fim do programa, quando a comida chegou e ele sentiu o aroma no ar, mudou de ideia: não só jantou conosco como repetiu o prato. E durante o jantar, com praticamente meio ano de antecedência, ele nos confidenciou:
- "Peço sigilo, mas para o ano que vem, nós traremos o Sávio pra Ressacada. O plano é que ele jogue um ou dois anos e depois disso, entre para a diretoria avaiana."
A nossa empolgação com uma contratação desse porte foi gigantesca. De fato, Sávio foi contratado na temporada seguinte, mas infelizmente, não teve um rendimento tão bom dentro dos gramados e o plano de Zunino precisou ser encurtado. Assim era o presidente: um cara simples e que sem cerimônias, compartilhava a intimidade dos bastidores da Ressacada com todo e qualquer torcedor avaiano.
João Nilson Zunino era um cara do bem, sem a maldade que o futebol precisa e até mesmo por usa inocência, falhou algumas vezes, colocou dinheiro do próprio bolso em outras, mas conquistou o sucesso à frente do Avaí Futebol Clube. Como presidente, o critiquei por diversas vezes, mas também o exaltei nos seus inúmeros acertos. Como pessoa, do pouco que o conheci, só tenho boas lembranças. Sem dúvidas, uma perda gigantesca para todos nós, mas que deixou um legado inesquecível para a maior torcida de Santa Catarina.
Vá em paz, presidente.
Via ESPNFC

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Descanse em paz Zunino!

Não só pela sua história como empresário, médico e gestor de futebol de sucesso, mas pela pessoa que era. Tive a oportunidade de conhecer o Zunino e conversar com ele algumas vezes, pessoa correta, com um amor pelo Avaí sem igual. Antes de partir o Leão deixou um presente para ele, o acesso à série A. Descanse em paz presidente!

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O mundo dá voltas!

O Leão trouxe o jogador Maylson como reforço para temporada, que teve passagens recentes pelo Figueirense e Criciúma, mas alguns torcedores parecem não estar muito felizes com a ideia. Nas redes sociais , avaianos contrários à chegada  do jogador começaram a organizar um protesto: #DiGaNãOaConTraTaÇãOdeMayLsoN!.

Essa é a maior prova de que o mundo dá voltas, e que os atletas hoje cada vez menos podem assumir uma posição a favor de um clube ou outro que já tenham jogado. Maylson é a prova viva disso, no ano passado esteve presente na goleada aplicada pelo coirmão na Ressacada, fato que não sairá da memória do torcedor Avaiano tão cedo. Isso o faz menos profissional para atuar dentro do clube? Não. O deixa menos preparado para receber a camisa do Avaí? Também não. A única diferença no meu modo de ver será o discurso que o jogador terá que aplicar diante aos fatos passados e no mínimo mostrar três vezes mais futebol do que vinha jogando. A pressão do torcedor Avaiano para a perfeição do atleta em campo será infinita, e só um excelente futebol poderá tirar essa marca negativa do atleta. 

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Não adianta espernear: o Avaí está na Série A!

Jogadores avaianos dançando o "créu"
Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Como já havia escrito aqui, a justiça foi feita: o julgamento contra o Icasa, adiantado para o dia de hoje, terminou sem prejuízos à quem conquistou seus pontos dentro de campo: o Avaí. E também sem benefícios à quem foi incompetente inscrevendo jogadores irregulares na competição e que queria, no tapetão, subir para Série A: o América-MG.
Como relatado através da reportagem da ESPN, por quatro votos a dois, o tribunal decidiu pela prescrição da pena ao clube cearense e assim, nao teremos "virada de mesa" no "tapetão".
A torcida do Avaí não vai comemorar hoje, pois a data do seu acesso à Série A foi no dia 29 de novembro de 2014, no estádio da Ressacada, após vitória dentro de campo contra o time do Vasco da Gama. Naquele dia comemoramos por toda a cidade de Florianópolis, com carreata, fogos de artifício, desfile dos jogadores em trio elétrico e tudo que temos direito.
Terminada a era de especulações absurdas de perda de vaga na Série A, agora o Avaí deve focar no seu recheado calendário para 2015, montando um time forte.
Ao América, recomendo que faça o mesmo para que consiga subir dentro de campo e assim, não precisar fazer papelão novamente no final da Série B do ano que vem ou montar teses da teoria da conspiração, como o colega da ESPNFC, Matheus Laboissière, fez em seu blog.
E se o América ainda está pensando em entrar na justiça comum, peço para que a diretoria do simpático clube mineiro veja onde estão hoje o Gama-DF, Caxias-RS e o próprio Icasa-CE, clubes que fizeram isso recentemente. Será que vale a pena?
Via ESPNFC

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América-MG, acesso se conquista dentro de campo!

Jogadores emocionados e torcida de pé nas arquibancadas: é assim que se comemora um acesso dentro de campo
Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Se dependesse das manchetes sensacionalistas de alguns órgãos da imprensa, o Avaí já teria sido punido injustamente por racismo este ano, mesmo que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) seja muito claro, conforme expliquei aqui e logo depois foi confirmado pela justiça. Preferiram a audiência do que o compromisso com os fatos.
Agora, muitas dessas mesmas agências, aparentemente com escassez de notícias neste intervalo de final de ano, insinuam em suas manchetes, que o Avaí, legítimo integrante da Série A 2015 através do que conquistou dentro de campo, teria chances de ficar na Série B.
De onde o boato surgiu
Em julgamento que ocorrerá no início de 2015, o Icasa, clube que ano passado foi à justiça comum em busca de uma vaga na Série A sem que se esgotasse todas as instâncias desportivas, deve ser punido pelo TJD. A esperança infundada do América-MG, é que o Avaí (time que conquistou o acesso de forma legitima dentro de campo), também seja punido, pois segundo uma tese sem fundamentos do time mineiro, os pontos conquistados em cima do Icasa seriam desconsiderados.
Prontamente desmentido
Tal absurdo foi prontamente desmentido pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, que afirma não ter jurisprudência nem previsão de exclusão de pontos de um time punido após o término de uma competição. O procurador ainda diz que o Icasa deve sim ser punido, mas apenas ele e não outros clubes que nada tem a ver com o caso, como o Avaí por exemplo.
Além disso, Sandro Barreto, o advogado do Avaí, lembra que tanto o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e a FIFA, entidade máxima do futebol, prevê que o que foi conquistado dentro de campo tem que ser priorizado.
América-MG indo pelo caminho errado
Vale lembrar que o América-MG já foi punido exemplarmente este ano por escalar jogador irregular na Série B e agora, mais uma vez no tapetão, quer conquistar o que não conseguiu dentro de campo.
Outro fator que joga contra o time americano, foi a entrevista dada ao jornal O Tempo de Minas Gerais pelo membro do conselho do clube e deputado estadual, Alencar da Silveira Júnior. No artigo, o jornal destaca que "o dirigente entrará com ação na Justiça Comum para defender América" (indo contra ao que preconiza a CBF e FIFA).
Além disso, o mesmo jornal afirma: "o deputado encaminhará uma petição à Assembleia Legislativa de Minas Gerais contra a posição da CBF no caso". Isso é justamente o contrário do que o nosso colega do ESPNFC, o blogueiro Matheus Laboissière, corretamente e lucidamente recomenda em seu post. Reproduzo o trecho: "...FIFA, que num de seus artigos proíbe interferência política no futebol, seja de governos ou entidades."
O Avaí está seguro. Já o América-MG deve tomar cuidado.
Todos os indícios apontam para uma larga e confortável segurança para o Avaí Futebol Clube. Já para o América, espero que se reforce dentro dentro das quatro linhas para o ano que vem, tome mais cuidado com inscrições de atletas irregulares e conquiste seus feitos dentro de campo. Se fizerem metade do que estão afirmando que farão, além de não conseguirem reverter no tapetão o que não tiveram competência de conquistar dentro de campo, a tendência é que sejam punidos severamente pela CBF e pela FIFA.
Via ESPNFC

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Nunca duvide do Avaí

Marquinhos, o protagonista, agradece a força dos avaianos que foram à Ressacada
Foto: Jamira Furlani
No último jogo do primeiro turno, naquela época em que o nosso Avaí estava voando em campo, jogando com vontade e muita raça, cheguei a apostar que Avaí x Vasco no returno seria o jogo que decidiria o título de campeão brasileiro da Série B.
Mas o grande problema é que justamente quando estávamos consolidados na liderança e o nosso segundo título parecia estar se materializando, o fantasma de 2013 voltou à nos assombrar: o time caiu vertiginosamente de rendimento, nossos craques avaianos pararam de jogar o que sabiam e nos afundamos na sexta colocação.
Mas faltando três rodadas para o final da competição, Marquinhos voltou a fazer o que exigimos que ele faça: decidir os jogos. E os demais atletas voltaram a jogar de forma séria, com vontade e com raça. Na vitória contra a Portuguesa, me chamou atenção a vibração e união dos jogadores na comemoração dos gols. E no jogo seguinte, fora de casa contra o Santa Cruz, mais uma vitória importantíssima. Agora a decisão estava na Ressacada, mas ainda dependendo de outros resultados.

Mesmo aquele que dizia que acreditava, no fundo, estava pedindo aos céus para que o impossível acontecesse naquela tarde de sábado na Ressacada. Ninguém apostaria seu dinheiro à favor do Avaí. Não bastava uma vitória azurra contra o Vasco: o Boa não poderia vencer o já rebaixado Icasa (e este havia dispensado 10 jogadores antes da partida) e o Atlético-GO não poderia vencer, dentro de seus domínios, o Santa Cruz, que já não almejava mais nada no campeonato.
Sim, eu estava lá vendo mais um acesso do meu Avaí. Da esquerda para direita: Fábio Trierveiler, Fábio Flora, Adriano Assis e (um pedaço de) Anthony Marcus.
Foto: Fábio Flora
Mas nós esquecemos que o Avaí é um clube diferente. Que nunca devemos duvidar do Leão da Ilha: Nossa Senhora da Ressacada fez mais uma graça no Estádio Aderbal Ramos da Silva. Em uma tarde repleta de emoções, em que por diversos momentos, com as informações que vinham do rádio e da internet nos celulares, revezávamos nas arquibancadas a alegria de estar na Série A e a tristeza de continuar na Série B, finalmente o grito saiu da garganta e a maior torcida de Santa Catarina pôde novamente bater no seu peito, erguer o punho e gritar: estou de volta à Série A!
Via ESPNFC

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O AVAÍ É SÉRIE A

E o inacreditável eis que acontece no dia de hoje. Avaí sobe à série A do Campeonato Brasileiro na última rodada, dependendo de resultados paralelos de dois times e no final tudo deu certo para o Leão, como se isto já estivesse escrito.
Hoje não é dia de falar que temos que arrumar um bom time para o ano que vem e que as coisas serão difíceis, hoje temos que nos resguardar de preocupações e comemorar esse acesso já tão desacreditado nessa reta final da série B e gritar "ESSE AVAÍ FAZ COISA"! 

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Torcer versus acreditar

O Avaí chega para a última rodada da Série B 2014 com chances matemáticas de acesso. Se Boa e Atlético-GO perderem, um mero empate na Ressacada nos coloca de volta à elite do futebol nacional após 3 anos.
O problema é que desses três jogos decisivos, o Avaí é o que possui o adversário mais difícil: o recém classificado Vasco da Gama.
De qualquer forma, o que revolta o torcedor avaiano é que o nível técnico desta Série B foi pífio. Por inúmeras rodadas estivemos no G4 e justamente na reta final, à exemplo do que ocorreu ano passado, nossos jogadores misteriosamente caíram de produção, perdendo jogos fáceis e empatando outros tantos diante do torcedor avaiano. Aliás, se hoje o Avaí tivesse um pontinho a mais, dependeria apenas dele o acesso à Sèrie A 2015.
Eu continuo com a mesma opinião, que nossa eliminação se deu no jogo contra o JEC na Ressacada. Naquela ocasião, era a grande chance do Avaí se reerguer e seguir forte no G4, mas foi humilhado diante de sua torcida.
Não sei se colocaremos mais de 10 mil torcedores na Ressacada. Estamos machucados, cansados de pagar nossas mensalidades de sócio em dia e sermos humilhados pela inércia da diretoria e por ficar à mercê da vontade dos jogadores. Se fosse em outro período, seria um jogo para ingressos esgotados pela maior torcida de Santa Catarina.
Mas vamos lá! Assim como fiz em mais de 90% dos jogos desse ano, sábado estarei na Ressacada torcendo por esse time que não merece o torcedor fanático que tem. Torceremos até o fim, mas sinceramente? Não acredito no acesso.
Via ESPNFC

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Enfim, uma vitória

Jamira Furlani / Avaí FC
Estamos perto do G4, mas já poderíamos estar na Série A.
Eram seis jogos sem vencer. A nossa última vitória havia sido contra o Icasa, na Ressacada há mais de um mês atrás, no dia 11 de outubro. A situação do Avaí só não foi pior, pois esta Série B é a mais fácil que já pude presenciar: além de não ter um "bicho papão" (o Vasco não tem nada de mais), os outros times são fraquíssimos. Tanto é verdade que mesmo após essas trapalhadas do elenco azurra, ainda estamos em sexto, com a mesma pontuação do quarto colocado, 56 pontos.
A vitória contra a Portuguesa na Ressacada, presenciada por 3.307 teimosos, não mascara a falta de ímpeto dos jogadores avaianos. Nosso time teve mais sorte que juízo. A Portuguesa foi o adversário mais fraco que assisti na Ressacada este ano e mesmo assim, teve pelo menos quatro chances claras de gol.
Já o Avaí, como é de costume, demorou a chegar com perigo no gol adversário, insistindo na sua única jogada: bolas aéreas. Mas após insistir e muito, dessa vez por baixo, Marquinhos deixou o seu e em seguida, após Anderson Lopes sair do banco e entrar na partida, deu números finais à partida.
Um ponto positivo? A comemoração dos jogadores após o gol. Mostrou força, garra, união, raça, sangue no olho. Algo que eu não via há muito tempo na Ressacada. Espero que não seja só teatro e se concretize dentro de campo, no resultado das próximas partidas.
Nosso time não é um time de guerreiros. Se tivessem demonstrado o mínimo de vontade nas partidas anteriores, hoje não estaríamos com a calculadora na mão fazendo contas para o acesso e sim, curtindo uma bela de uma ressaca após passar a noite comemorando nas ruas de Florianópolis o acesso à Série A 2015.
Continuo com a minha opinião: embora tenhamos chances matemáticas de acesso, torcerei até o fim que o meu time do coração suba, mas eu não acredito no acesso, principalmente por causa do vexame que vivemos ano passado e que estamos vivenciando este ano.

Agora, mais do que nunca, uma vitória é obrigatória contra o Santa Cruz, no próximo sábado, longe da Ressacada.
Via ESPNFC

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Sem inspiração

Jogadores sem vontade, blogueiro sem palavras. Via Getty Images
Não é por acaso que este blogueiro está demorando tanto para escrever ultimamente. Meu último post foi ainda antes do jogo contra o JEC: naquele momento o Avaí já passava por uma situação delicada. O fantasma de 2013, mesmo com tentativas de panos quentes por alguns, estava escancarado e assombrando os torcedores avaianos. Aquela era a chance de voltar a brigar pelo acesso com dignidade, mas fomos humilhados em nossa própria casa. Foi o nosso funeral para 2014.
Pensei em escrever sobre aquele humilhante resultado, onde nossos jogadores - à exemplo de 2013 - não mostraram luta e tomaram um verdadeiro baile do time da cidade do balé. Diga-se de passagem: se havia algum problema na entregada do ano passado, este não era Hemerson Maria. Ele vai subir pra Série A com o JEC.
Mas esperei o jogo contra o Luverdense, afinal, houve uma mobilização da torcida avaiana no domingo de manhã: alguns malucos, como o amigo Adriano Assis, foram até à Ressacada dar uma última palavra de apoio à nossos "atletas".
Mas a falta de vontade, apatia ou até mesmo, digamos, falta de inspiração dos jogadores avaianos, entrou em campo mais uma vez e perdemos para o time de uma cidade que se chama Lucas de Rio Verde.
O que mais frustra o torcedor avaiano, é que pelo segundo ano consecutivo, os jogadores nos mostraram que era fácil subir, que o acesso estava à nosso alcance. Mas quando começamos a acreditar novamente, eles pisaram no freio, tiraram o pé e nos envergonharam. Fizeram com que jogássemos nosso orgulho no lixo pelo segundo ano consecutivo. Humilharam a maior torcida de Santa Catarina, mais uma vez.
Nossa tradição quase centenária não está acostumada com derrotas. Desde nossos avós (coisa impensável nos demais times "que nasceram ontem" no futebol de Santa Catarina), vimos nosso Avaí conquistar a hegemonia do futebol catarinense. ouvimos histórias de conquistas heróicas, de tempos de amor à camisa e raça avaiana. Até os mais jovens, recentemente presenciaram a melhor campanha de um clube catarinense na Série A quando chegamos em sexto lugar em 2009 e a melhor campanha de um clube catarinense em uma competição internacional, quando avançamos até a quarta fase da Copa Sul Americana de 2010.
Queremos isso de volta e não um bando de jogadores que se preocupam mais com suas tatuagens, seus penteados ou a cor das suas chuteiras do que com a história de luta, de raça e de conquistas do Avaí Futebol Clube.
Chances matemáticas? Claro que temos, mas depois do tapa na cara que levamos ano passado e de vermos o filme se repetindo este ano, não acredito mais no Avaí para este ano de 2014.
Os ídolos do passado, devem ser lembrados, mas no passado. Chegou a hora de reformular. É preciso olhar pra frente. É preciso aprender com os erros do passado. Se jogadores não são competentes para o acesso por dois anos consecutivos, porquê seriam competentes na terceira tentativa? Está na hora de fazer a limpa, de cortar o mal pela raiz e pensar a Série B de 2015.
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Tudo ou nada

Como infelizmente imaginávamos, o Avaí está novamente imitando a crise de 2013. Faltando 7 jogos para o final do campeonato, o Avaí já tem uma campanha pior do que teve ano passado, com um ponto a menos do que fizemos naquele fatídico campeonato.
O time do Avaí, principalmente após a chegada de Geninho, deu motivos de sobra para deixar o torcedor avaiano otimista: fizemos uma goleada histórica contra o Vasco em São Januário, apresentamos números impressionantes como o melhor visitante da Série B e chegamos à liderança da competição.
Mas hoje, depois de quatro derrotas nos últimos cinco jogos, o Avaí vai deixando escapar de suas mãos uma classificação que parecia certa. Só não saiu do G4 ainda, porque o Ceará está nos ajudando. De qualquer forma, chegou um momento que não há mais o que fazer nesta Série B, senão ir à Ressacada nesta sexta-feira e apoiar o Avaí pra cima do JEC.
Se vencermos, ainda teremos muito trabalho pela frente, mas teremos subido um importante degrau rumo à Série A. Mas se perdermos, a diretoria avaiana já pode começar a fazer a limpa neste grupo de jogadores, pensando no Campeonato Catarinense e na Série B de 2015.
E nunca é demais lembrar: jogadores, vocês ainda nos devem o acesso de 2013!
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Que Atlético?


Depois da decepção de ontem, só rindo para não chorar.

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E o Avaí vai amarelando (mais uma vez)

Divulgação / Avaí FC
Depois de encher de esperança a nação avaiana, com boas apresentações e excelentes resultados dentro e fora de casa, eis que o que mais temíamos está acontecendo: na reta final da Série B, o Avaí está puxando o freio de mão.
O grande problema é que isso já aconteceu ano passado e isso faz com que até o mais apaixonado torcedor avaiano se desanime. Se não subirmos este ano, será mais um vexame para esta que é a maior torcida de Santa Catarina.
No final de semana, até vencemos na Ressacada. Foi um futebol sofrível apresentado pelo Avaí, contra um time mais fraco ainda, o Icasa, mas vencemos pelo placar mínimo. E ontem, fomos até o Serra Dourada enfrentar outro time fraco, o Atlético Goianiense. Até tivemos mais chances claras que o time da casa, mas a incompetência de Anderson Lopes e Bruno Mendes (este último ainda não disse à que veio), onde ambos protagonizaram lances inacreditáveis de gols desperdiçados, fez aquela velha máxima do futebol prevalecer: "quem não faz, leva". Os dois gols do time da casa vieram no finalzinho, após os 45 minutos de jogo, punindo a inoperância do ataque avaiano.
Por sorte, como JEC e Ceará se enfrentam nesta rodada, o Avaí não saíra do G4, independente de qualquer resultados. Porém, na sequência o Avaí enfrenta a Ponte Preta fora de casa e em seguida, o JEC na Ressacada. Embora seja possível (e mais do que necessário) o Avaí vencer esses dois encontros, sinceramente, com o futebol apresentado nos últimos jogos, acho improvável.
Torcerei até o fim. Estarei nas arquibancadas da Ressacada empurrando o Avaí contra o JEC, assim como fiz na maioria dos jogos em casa nesta Série B. Mas infelizmente, já me preparando para o pior. A diretoria avaiana já fez sua parte e quitou os salários dos jogadores. Agora só falta os atletas - e exclusivamente eles - reverterem essa situação e não envergonhar por mais um ano a nação azzurra.
Via ESPNFC

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O fantasma de 2013 está de volta?

Getty Images / ESPNFC.com.br
O torcedor avaiano ainda não esqueceu da decepção que os jogadores avaianos nos causaram na série B do ano passado. Prova disso ainda pode ser vista nas arquibancadas da Ressacada: enquanto ano passado colocamos mais de 15 mil em alguns jogos, este ano não conseguimos sequer superar a barreira dos 10 mil torcedores em uma partida.
Mas peraí Fábio! Estamos dentro do G4, na 3ª colocação!
Sim, estamos com 49 pontos, faltando 10 rodadas para o final. Mas em 2013, tínhamos 53 pontos faltando sete jogos para o término do campeonato e mesmo assim, conquistamos apenas três de 21 pontos restantes.
Agora, depois de duas derrotas consecutivas que colocaram fim à invencibilidade que durava 12 jogos, o fantasma da crise e do não acesso volta a assombrar a mente dos avaianos.
Se estiver de fato se desenhando uma nova "tirada de pé", o que poderia estar ocorrendo?
Pelo que se fala na imprensa, os salários e premiações deste ano estão rigorosamente em dia e os atrasados dos poucos atletas que ficaram do elenco do ano passado, conforme eles já sabem desde que terminou 2013, o Avaí deve, não nega e pagará quando puder.
Percebo que alguns atletas estão com o rendimento baixo: Diego Felipe por exemplo, não é sombra do cara que foi o principal jogador do Avaí no retorno pós-copa do mundo. Coincidentemente ou não, essa queda de rendimento começou quando João Felipe passou a ser titular ao lado dele. Eu até acho João um jogador com certa qualidade, mas confesso que as subidas em demasia dele me dão calafrios, já que sempre deixam a defesa desguarnecida e consequentemente, sobrecarrega Diego Felipe. Fora isso, os demais jogadores continuam com as mesmas virtudes e limitações de sempre: muita correria, alguma qualidade.
Espero que essas duas derrotas sejam um fato corriqueiro. Que seja um exagero de nós avaianos que ficamos mal acostumados com uma sequência tão boa e com a liderança da competição. Mas vencer é preciso e se o Avaí não quiser transformar essas duas derrotas em uma crise, precisamos vencer e convencer no jogo de sábado na Ressacada, diante do Icasa, 18º colocado.
Via ESPNFC

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Estrova Kiridu por Bruno Carvalho

Nosso amigo, Bruno Carvalho, lutador café com leite de Jiu Jitsu entre outras artes marciais não identificadas pelo manezês dando um resumo sobre o que foi o Avaí no último jogo contra o Náutico.

Via Blog do Tarnowsky 

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Apesar da derrota, Avaí se mantém entre os líderes

Apesar da derrota pelo placar de 2x0 para a equipe do Náutico, o Avaí conseguiu se manter entre os quarto primeiros colocados da série B. Perde aquela famosa gordurinha, se encontra agora a apenas três pontos do quinto colocado Ceará, porém manteve a segunda posição na tabela.
O torcedor até ajudou, foram quase 9 mil Avaianos na Ressacada, público que há muito tempo não se via mesmo com a campanha boa que o Leão vem fazendo neste campeonato. Serão resquícios do ano passado ou de campanhas de sócios anteriores? As respostas ainda são muitas a esse respeito, porém se tem uma coisa que o torcedor Avaiano não pode reclamar atualmente é dos valores aplicados atualmente nos ingressos bem como nas campanhas de sócios do Avaí.  

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Caso se confirme injúria racial, o Avaí está limpo

Jogador de Boa e Avaí de mãos dadas, antes do jogo pela Série B
Gazeta Press / ESPN.com.br
Ontem, algumas horas após a vitória do Avaí contra o Boa por 2x0 na Ressacada, começou a surgir a notícia de que o zagueiro avaiano Antônio Carlos havia cometido o crime de injúria racial contra o jogador Francis, do Boa Esporte Clube.
Ao contrário de muitos blogueiros e jornalistas afoitos por audiência à todo o custo, não quis escrever um post sensacionalista. Esperei por mais informações, vi as imagens do suposto momento em que o jogador do Avaí xinga o jogador Francis de "macaco do car...." e procurei estudar sobre o ocorrido para poder assim, com o mínimo de responsabilidade, trazer a minha opinião e as minhas constatações sobre o ocorrido.
Primeiramente, o jogador Francis relata no boletim de ocorrência que o jogador Antônio Carlos, ainda dentro de campo, pediu desculpas por tê-lo xingado. Também vale o registro que o clube não foi citado, apenas o jogador do Avaí, conforme reprodução abaixo.
Boletim de ocorrência com o registro da queixa do jogador Francis do Boa contra Antônio Carlos, do Avaí
Reprodução
Já a versão do jogador avaiano é diferente. Segundo o diretor de futebol do Avaí, Chico Lins, Antônio Carlos diz que não usou a palavra macaco, e sim malaco:
"O carioca utiliza muito uma expressão que segundo Antonio Carlos, zagueiro do Avaí, teria usado contra o atacante Francis do Boa Esporte. Aliás, ambos são da raça negra. Depois de muita catimba durante por parte do atacante do Boa Esporte o zagueiro do Avaí irritado teria dito "Levanta, malaco" expressão usada pela chamada malandragem carioca. Jogador nega olimpicamente que teria chamado usando a palavra macaco o que seria ofensa a sua própria raça."
De qualquer forma, caso o jogador avaiano não consiga sustentar sua defesa, outro ponto que merece destaque é que o caso enquadraria-se como crime de injúria racial e não de racismo. Conforme o site do MP do Distrito Federal, a injúria racial está tipificada no artigo 140, § 3º do Código Penal Brasileiro e consiste em ofender a honra de alguém com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. Já o crime de racismo, previsto na Lei 7.716/89, implica em conduta discriminatória dirigida a um determinado grupo ou coletividade. Para exemplificar, se o jogador Francis fosse impedido de entrar em campo por causa da sua raça, este sim seria enquadrado como crime de racismo. De qualquer forma, é no mínimo curioso um negro cometer injúria racial contra outro negro, como foi o caso envolvendo as duas partes.
Por fim, o ponto principal: segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em seu Art. 243-G, é muito claro (os grifos são meus):

Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).

A comparação com o caso de injúria racial envolvendo a torcida do Grêmio e o goleiro Aranha, onde o clube foi punido com perda de pontos, é no mínimo irresponsável e equivocada. Segundo o § 1º do mesmo artigo do CNJD (os grifos e comentários em parênteses são meus):
Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva (que não é o caso do Avaí, já que apenas o atleta Antônio Carlos teria praticado a ofensa), esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente.
Resumindo os fatos:
1. Racismo ou injúria racial está errado. É crime e os seus autores devem ser responsabilizados.
2. Caso as acusações de Francis sejam confirmadas, o pior cenário para o Avaí seria o jogador Antônio Carlos pegar de 5 a 10 jogos de suspensão.
3. Vale lembrar que como o jogador do Boa registrou um boletim de ocorrência na delegacia, Antônio Carlos também poderá responder por processo na justiça comum.
4. O Avai não corre risco de perder pontos ou ser excluído do campeonato. O CBJD é muito claro e o caso do clube catarinense não pode ser comparado ao caso do Grêmio. São infrações diferentes e estas, por suas vez, possuem punições também diferentes.
Via ESPNFC

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Vamos subir, João!

Foto: Alceu Atherino / Avaí FC
A tarde de hoje na Ressacada foi dedicada à homenagens ao torcedor avaiano João Grah, assassinado nesta semana, após emboscada realizada por uma torcida organizada do Marcílio Dias. Os jogadores entraram vestindo branco, muitas faixas, balões e papéis brancos foram espalhados pelas arquibancadas, foi realizado um minuto de silêncio com os jogadores e trio de arbitragem de mãos dadas no círculo central enquanto todo o estádio, de pé, aplaudia em homenagem ao torcedor assassiando. O grito que ecoava pelas arquibancadas era "vamos subir, João", em alusão ao "vamos subir, Leão" que costumeiramente a torcida azzurra canta nas arquibancadas da Ressacada.
O jogo, contra o difícil adversário Boa Esporte Clube, que estava invicto havia 7 jogos, foi marcado por dois tempos distintos: no primeiro, domínio total para o Avaí. Muitas chances criadas e desperdiçadas. O gol saiu em um pênalti marcado pelo capitão Marquinhos. Já no segundo tempo, o Boa dominou o jogo, restando ao Avaí se defender e sair no contra-ataque. E foi em um desses contra-ataques que Júlio César chutou, o zagueiro tirou em cima da linha, mas a bola bateu nas costas do goleiro do Boa e entrou. 2x0 e vitória avaiana decretada.
Com este resultado, o Avaí chegou a 12 jogos de invencibilidade e coloca os pés na segunda posição, perdendo para a líder Ponte Preta apenas nos gols pró (43 contra 39). Outro ponto que merece ser destacado, é que agora temos 6 pontos de vantagem para o quinto colocado, o Ceará. O Leão da Ilha volta aos gramados somente no próximo sábado, mais uma vez na Ressacada, contra o Náutico, oitavo colocado.

Se as homenagens ao torcedor João Grah foram muito bonitas nas arquibancadas e também antes do jogo ser realizado, os jogadores avaianos fizeram questão de fazê-la também durante o jogo, proporcionando uma bela vitória à todos nós que assim como o João, somos apaixonados por este clube.
Via ESPNFC

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A violência toma conta do futebol catarinense

Um dia desses estava conversando com alguns amigos avaianos sobre a chatisse que o futebol estava virando. Os "foguetes e bandeiras" da música O Campeão de Neguinho da Beija-Flor, já estão proibidos há pelo menos uma década na Ressacada. Além disso, recentemente, o STJD disse que irá investigar os gritos das torcidas organizadas do São Paulo e Corinthians quanto ao conteúdo homofóbico. Qual nova medida estaria por vir no futuro? O árbitro relatar na súmula que a torcida o chamou de ladrão e o time ser punido?
Mas a resposta para isso tudo está na violência crescente entre as torcidas organizadas no nosso estado.
Não é de hoje que a selvageria entre torcidas organizadas ocorre de forma frequente dentro de Santa Catarina. Não precisamos ir muito longe para ver por exemplo o absurdo que ocorreu na Ressacada, onde a Polícia Militar precisou isolar nada menos do que quatro torcidas organizadas, duas de Santa Catarina, para que não se degladiassem.
Voltando um pouco mais no tempo, no 2005, houve até tiro de arma de fogo da torcida do Marcílio Dias, de Itajaí, dentro do estádio Hercílio Luz, em um jogo contra o Joinville. Neste episódio, o torcedor do Joinville Rafael César Bueno foi atingido por um tiro de revólver calibre 22 na cabeça, perdendo a visão do olho direito.
Em 2006, após um jogo contra o Avaí, o jovem torcedor do Joinville Júlio César Ganzer da Cruz, de apenas 17 anos, foi morto após ser atingido por uma pedra enquanto voltava para casa no ônibus da torcida. Até hoje o caso não foi esclarecido e não se sabe se foram torcedores de Avaí ou Figueirense os responsáveis pelo assassinato.
Em 2008, o Avaí foi até Criciúma e lá, criminosos travestidos de torcedores avaianos atiraram uma bomba em direção à torcida da casa e acabaram decepando a mão do Seu Ivo, um idoso, torcedor do Criciúma. Apenas quatro anos depois, os dois criminosos responsabilizados pelo fato foram condenados à quatro anos e oito meses de prisão.
Este ano ainda, pelo turno da Série B, houve uma briga entre torcedores do JEC e Avaí nos arredores do estádio da prefeitura de Joinville. Isso aliás é costumeiro: alguns marginais da casa costumam esperar a torcida visitante em um terreno baldio que fica ao lado da entrada do time adversário e assim, cometer atos de violência e depredação dos carros dos visitantes. E já não bastasse isso, no retorno para Florianópolis, integrantes da torcida organizada do Avaí foram atacados pela organizada do JEC, que fez questão de postar nas redes sociais as fotos dos uniformes ensanguentados da torcida avaiana.
E esta semana, mais um inocente torcedor pagou com sua vida. Desta vez, foi o avaiano João Grah, após emboscada de bandidos, integrantes da torcida organizada Furia Marcilista, do clube Marcílio Dias, de Itajaí (que nem competição oficial está disputando no momento).

Integrantes da torcida Furia Marcilista assassinam o torcedor avaiano João Grah. Reprodução

Os marginais, aguardaram em cima de um viaduto na BR101, no norte do estado e jogaram pedras em uma van de torcedores avaianos que retornavam do empate em 1x1 contra o Paraná. A van não era de torcida organizada. João era um torcedor comum, apaixonado pelo seu clube assim como nós. E isso que nos deixa ainda mais perplexos: poderia ser qualquer um de nós.
Aí ficam as questões: será que adianta promover paz no jogo de volta entre Avaí e JEC na Ressacada, se marginais não pagam de forma dura e justa pelos seus atos? Precisarão morrer quantos Joãos e Júlios para as autoridades (ir)responsáveis fazerem algo de verdade e resolverem o problema ao invés de medidas paliativas?
E assim, aos poucos, a alegria do futebol vai morrendo. O esporte mais popular do Brasil vai ficando triste, chato. Que se continuar neste ritmo violento e conivente das autoridades, logo somente teremos organizadas nas arquibancadas, com seus gritos de ódio e ameaças, e nós, que só queremos torcer por nossos clubes, seremos forçados a trocar a arquibancada pelo sofá, o gramado pela televisão e a emoção de um grito de gol por um sorriso contido.

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